quinta-feira, 4 de julho de 2019

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA


1. Leia a parlenda abaixo:
Quem foi a Cotia
 Perdeu a tia
Quem foi para Pirapora
 Perdeu a hora
Quem foi pra Portugal
 Perdeu o lugar
Quem foi à roça
Perdeu a carroça
Rico trigo
Um dois três
Lá vou eu!
a) Retire os substantivos comuns do texto. _________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________
b) Quantos substantivos próprios contêm o texto? Quais? __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
c) O texto contém algum substantivo abstrato? _________________________________________________________________

2.  Leia um trecho da história de Luísa e suas luas:
“Luísa navegou nos bons e maus humores por alguns anos, até que um dia percebeu que o tempo, com sua velocidade também parecia absurdo, esticando as crianças, envelhecendo os adultos, expandindo o universo e apagando e acendendo as estrelas. [...] Foi quando se deu conta do brilho da lua real, cheia e prateada que ilumina os corações apaixonados. [...] “
 Copie os adjetivos que qualificam os seguintes substantivos:
a) humores ____________________________________________________________
 b) lua:_________________________________________________________________
c) corações:____________________________________________________________
 d) tempo:______________________________________________________________

3. Transforme os adjetivos destacados nas locuções adjetivas correspondentes:
Seres terrestres: ______________________ raios lunares:____________________
rua florida:_________________________ dia nublado:_____________________
Fauna marinha:______________________ amigo corajoso:__________________
Rodovia marginal_____________________ pessoa faminta ___________________

4. Copie as frases, substituindo o símbolo * pelo numeral ordinal, multiplicativo ou fracionário adequado:
 a) Nove colegas tiveram nota maior que a sua! Sua nota foi a * da classe. _________________________________________________________________
 b) Das onze fotos que vi, a sua era a última. Era a * do álbum. _________________________________________________________________
 c) Somos três. Se você dividir o sanduíche em partes iguais, caberá * a cada um. _________________________________________________________________
d) Havia vinte nadadores na competição. Antes de Tiago, chegaram doze. Portanto, Tiago foi o * a chegar. _________________________________________________________________
5. Nos parênteses, escreva A se a palavra destacada for artigo e N se for numeral:
(   ) Na Bienal, eu comprei um livro e você, cinco.
(   ) É preciso mais de um pedreiro para construir esse muro.
(   ) Gastei menos de uma semana para ler o livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos.
(   ) São Paulo é uma cidade populosa, uma grande metrópole.
(   ) Comprei um vestido longo para o baile de formatura.
(   ) Recebi carta de um amigo que há muito não vejo.
(   ) Um gato miou a noite toda e não me deixou dormir.
(   ) Seu apartamento fica no bloco um. Já consegui localizá-lo.
(   ) Fiz um exame de saúde, mas meu colega fez dois, para participar do campeonato.
(   ) Vi um menino ali, bem perto do local do acidente.       

DISSERTAÇÃO


Dissertar é um processo em que o emissor expõe ideias, discorre sobre determinado assunto, argumenta. Na explicação de Emília Amaral, “Dissertar é expor opiniões, pontos de vista, fundamentados em argumentos e raciocínios baseados em nossa vivência, nossas leituras, nossas posturas, nossas conclusões a respeito da vida, dos homens, de nós mesmos”
A dissertação engloba um conjunto de juízos. É própria de temas abstratos e usada em textos críticos, teses, exposição, explanação e argumentação. Falando do ponto de vista da organização e do conteúdo, a dissertação busca defender um princípio, demonstrar correspondência entre ideias e parágrafos, apresentar argumentos precisos, exemplificar, introduzir e concluir, documentar as afirmações e ser rica em ideias.
A introdução pode ser iniciada por uma consideração geral, uma citação, uma interrogação. No desenvolvimento, ocorre a análise por meio dos argumentos. A conclusão deve apresentar, além da recapitulação dos argumentos, uma dedução própria.
Algumas regras básicas para a boa dissertação são: analisar as ideias, fazer a apreciação de prós e contras, procurar as causas e as consequências. A dissertação envolve elementos como fato, opinião, hipótese e argumentação.
·         Fato é a realidade.
·         Opinião é uma maneira de pensar sobre determinado assunto.
·         Hipótese é uma ideia sujeita a confirmação.

Argumentação e contra-argumentação
Desenvolva a capacidade de formular opiniões, raciocínios, argumentos diferentes ou mesmo opostos. Isso representa um salto de qualidade na capacidade de dissertar.
Veja um exemplo de argumentação:
 Nenhum homem é uma ilha, porque, por mais solitário que ele seja, sempre terá alguém ao seu lado, dando “aquela força”. O homem nunca poderia ser uma ilha, pois está sempre procurando novas coisas, novas emoções, sempre se envolvendo com gente nova, por mais desconhecido que seja.
Agora veja este, cujo objetivo é de contra-argumentar e perceba a diferença:
Será que realmente sempre temos alguém ao nosso lado, dando “aquela força”? e nos momentos em que isso não ocorre? Será que o fato de procurarmos coisas novas, envolver-nos em novas emoções e com novas pessoas significa necessariamente encontrarmos o que procuramos?

Deve-se perceber, portanto, que, quando escrevemos, temos também de pensar que quem está lendo pode não concordar com o que está escrito e ter argumentos contrários ao do autor do texto. Por isso sempre é importante fechar as possibilidades de um contra-argumento, evitando ambigüidades, opiniões infundadas. Basear-se nos fatos normalmente dá credibilidade ao texto.

DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO
A restrição ou delimitação do assunto é necessária para que se possa controlá-lo com mais facilidade. Se vamos escrever sobre automóveis, por exemplo, muitas ideias poderão surgir. Se tantas ideias estão contidas no assunto “automóveis”, torna-se muito difícil ou trabalhoso selecionar quais são as que serão escritas. Além do mais, quando um assunto é muito amplo tendo em vista a quantidade de ideias, a limitação do tempo de que dispomos para escrever é muito pequena e muito esforço é gasto em organizar a redação.
Cabe a quem vai escrever optar por uma entre as várias possibilidades de delimitação do assunto. Essa opção deve ser feita com base nos conhecimentos, experiências e interesses de quem vai escrever; não se pode escrever bem sobre um tema que não se conhece bem, de que não tem experiência ou pelo qual não se tem interesse.

A FIXAÇÃO DO OBJETIVO
Delimitado o assunto, torna-se fácil fixar o objetivo que deve orientar o que será escrito. A fixação do objetivo facilita a seleção das ideias e sua ordenação. Determinar para que se vai escrever sobre determinado assunto, com que finalidade, para atingir quais objetivos, é uma etapa indispensável no planejamento do ato de escrever.
Conclui-se que não basta delimitar o assunto: a delimitação, por si só, não garante uma direção para quem vai escrever. Quem escreve sobre um determinado assunto, ainda que bem delimitado, pode desenvolvê-lo seguindo diferentes linhas de pensamento. Fixar o objetivo para orientar o que se vai escrever sobre um assunto delimitado é selecionar a linha de pensamento que estará presente em todo o texto.
O objetivo passa a ser um critério para a seleção e ordenação das ideias e um controle do pensamento, que deve manter-se dentro dos limites da linha escolhida. Fixar o objetivo que deve orientar o que se vai escrever é, pois, um recurso indispensável para se escrever com coerência.

EXERCÍCIOS
Delimitação do assunto e a fixação do objetivo
1) Em cada um dos itens abaixo (a; b; c; d; e) são apresentados cinco temas sobre o mesmo assunto. Numere-os de 1 a 5, ordenando-os do mais geral para o mais delimitado:
a) (  ) O desemprego
    (  ) Causas e consequências do desemprego nas grandes cidades
    (  ) O desemprego nas grandes cidades
    (  ) Problemas sociais causados pela mendicância.
    (  ) A mendicância nas grandes cidades

b) (  ) As grandes cidades
    (  ) O programa de saneamento nas grandes cidades
    (  ) Política de prevenção de doenças
    (  ) Condições de vida nas grandes cidades
    (  ) A instalação de saneamento básico previne contra doenças

c) (  ) Publicidade
    (  ) A linguagem da publicidade
    (  ) Uso da metáfora visual na publicidade
    (  ) Recursos estilísticos da publicidade
   (  ) A metáfora na publicidade








Respostas: a) 1, 3, 2, 5, 4
1º O desemprego (ideia geral). 2º O desemprego nas grandes cidades (desemprego foi especificado nas grandes cidades). 3º Causas e consequências do desemprego nas grandes cidades (o desemprego nas grandes cidades foi ampliado em suas causas e consequências). 4º A mendicância nas grandes cidades (a mendicância é a consequência da falta de emprego nas grandes cidades). 5º Problemas sociais causados pela mendicância (a mendicância é a causa de vários problemas sociais)
b) 1, 4, 2, 5, 3
1º As grandes cidades (ideia geral). 2º Condições de vida nas grandes cidades (especificaram-se as grandes cidades quanto às condições de vida). 3º O programa de saneamento nas grandes cidades (o programa de saneamento melhora as condições de vida numa cidade). 4º A instalação de saneamento básico previne contra doenças (A instalação do saneamento é uma ação desse programa e previne contra doenças). 5º Política de prevenção de doenças (a prevenção de doenças passa a ter uma política voltada a isso)
c) 1, 2, 4, 5, 3
1º Publicidade (ideia geral). 2º A linguagem da publicidade (a publicidade pensada do ponto de vista da linguagem). 3º Recursos estilísticos da publicidade (os recursos estilísticos fazem parte da linguagem). 4º A metáfora na publicidade (a metáfora é um dos recursos estilísticos da linguagem). 5º Uso da metáfora visual na publicidade (a metáfora visual é dos tipos de metáfora)

2). Os parágrafos seguintes têm o mesmo assunto. O que os diferencia?
a) “Será que a violência, mostrada até com certos requintes pela televisão brasileira, só traz efeitos negativos para os telespectadores de todas as faixas etárias? Parece que não. Realmente, a propaganda da TV invade por longos períodos de tempos os lares brasileiros e poderia mostrar outras facetas do comportamento humano. As crianças, que se demoram passivamente na contemplação dos seriados, são estimuladas a repetir posteriormente os tenebrosos combates travados entre heróis e vilões. Aquelas naturalmente mais agressivas, ou que têm relação familiar não muito equilibrada, estão mais expostas ao reforço do comportamento violento. Todavia, é preciso olhar para o efeito catártico dessa violência. Todos nós temos uma quota de agressividade. A utilidade desses filmes estaria, pois, em projetarmos nos heróis de televisão a violência que todo ser humano seria capaz, de alguma forma de cometer.”

 b) “A tevê, apesar de nos trazer uma imagem concreta, não fornece uma reprodução fiel da realidade. Uma reportagem de tevê, com transmissão direta, é o resultado de vários pontos de vista: 1) de realizador, que controla e seleciona as imagens num monitor; 2) do produtor, que poderá efetuar cortes arbitrários; 3) do cameraman, que seleciona os ângulos de filmagem; finalmente de todos aqueles capazes de intervir no processo da transmissão. Por outro lado, alternando sempre os closes (apenas o rosto de um personagem no vídeo, por exemplo) com cenas reduzidas (a vida geral de uma multidão), a televisão não dá ao espectador a liberdade de escolher o essencial ou o acidental, ou seja, aquilo que ele deseja ver em grandes ou pequenos planos. Dessa forma, o veículo impõe ao receptor a sua maneira especialíssima de ver o real.” (SODRÉ, Muniz. A comunicação do grotesco)

Resposta: Os dois textos falam sobre o assunto “televisão”, porém cada autor delimitou esse assunto com focos diferentes. O texto “a” delimitou para o lado positivo da televisão, como um meio de o ser humano projetar sua agressividade no herói; ao passo que o texto ”b” delimitou para a ideia de que a televisão não transmite a realidade, mas uma visão reduzida ou induzida dessa realidade.

3) Dados os assuntos abaixo, apresente uma delimitação e construa um parágrafo para cada um.
A) ASSUNTO I: PROPAGANDAS ELEITORAIS
B) DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO: 
______________________________________________________
C) PARÁGRAFO:
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

a) ASSUNTO II: DIVULGAÇÃO DE UM CURSO
b) DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO: _______________________________________
c) PARÁGRAFO: 
___________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
OBJETIVO DE UM TEXTO DISSERTATIVO
Além de selecionar um ponto de vista, outro requisito importante na composição de uma dissertação é determinar o objetivo do texto. O autor, ao escrever um texto, deve ter claramente definido o que pretende desenvolver.
Suponhamos que o assunto de seu texto seja favelas. Inicialmente, você deve selecionar o ponto de vista, isto é, o foco a partir do qual será desenvolvido o texto.
Observe alguns pontos de vista possíveis:
• a formação das favelas;
• a violência presente nas favelas;
• a ação policial nas favelas;
• a ausência de uma política habitacional para solucionar o problema das favelas;
• etc.

Selecionado o ponto de vista, você deve pensar o que pretende com o texto. Digamos que você selecionou o seguinte ponto de vista: a formação das favelas. Com base nesse ponto de vista, você pode desenvolver o texto de acordo com um dos seguintes objetivos:
• descrever (mostrar, enumerar, apresentar) as várias formas como se originam as favelas: Quando se descreve, mostra ou apresenta algo; o texto é mais geral, não aprofunda no assunto. Tudo vai depender logicamente do objetivo que se quer. Às vezes apenas citando os problemas, as causas, as consequências, os exemplos, já se prova uma linha argumentativa. Veja um exemplo:
As favelas são o produto do capitalismo. Várias são suas origens, como a migração da área rural para a cidade, o desemprego ou a má remuneração, a segregação espacial e a desqualificação profissional.

• analisar as principais causas da formação de favelas ou discutir o baixo poder aquisitivo da população como elemento desencadeador da formação de favelas.
Quando se analisa ou discute sobre algo; requer-se um aprofundamento maior no tema. Não basta citar exemplos, mas devem-se tirar conclusões, provas, argumentos. Não basta citar, tem que induzir o leitor a caminhar pelo mesmo discurso do autor do texto.
As favelas são o produto do capitalismo. Uma das causas de sua formação é o baixo poder aquisitivo do trabalhador. Com salário baixo, o cidadão tem dificuldades na sua formação e na de sua prole, o que vai causar uma baixa qualificação profissional que desencadeia falta de oportunidades dignas em uma profissão. Essa relação afeta diretamente a moradia, pois as melhores localizações têm custo alto, o que resulta em um distanciamento maior do trabalho, com falta de higienização adequada, além de padrões mínimos de segurança.

• apontar e comentar o êxodo rural como a principal causa da formação de favelas:
Quando se aponta, há uma declaração de alguma circunstância, que deve ser comentada para alinhavar os argumentos na direção que o autor quer dar.
O campo vive hoje um desaquecimento do trabalho formal. Isso leva os trabalhadores a tentarem a vida na cidade. A mecanização expulsou a mão-de-obra desqualificada, essa mão-de-obra não encontra oportunidades nos grandes centros, o que segrega o ex-agricultor para o trabalho informal e à favela, pois a moradia é cara.
Os textos acima foram retirados de redações de alunos. Eles nos mostram que a produção textual pode tratar do mesmo tema, mas os objetivos e pontos de vista são distintos, tornando cada texto diferente do outro.
Assim, de acordo com o objetivo selecionado, o texto é desenvolvido. É evidente que esse objetivo deve constituir-se no elemento monopolizador de suas reflexões. Em torno dele e a partir dele, o texto será estruturado.
Em todo ato de escrita, coexistem duas atividades mentais: síntese e análise. Ao descrever, você parte de uma síntese (objetivo), que é desdobrada em suas partes pela análise.

Veja a concretização desse processo mental no texto a seguir.
Leia o texto atentamente. Na primeira leitura, tente apenas entender sobre o que se fala (qual é o assunto, o ponto de vista). Numa segunda leitura, tente achar os elementos linguísticos que comprovem no texto que a educação é importante, que ela é importante na qualificação da mão-de-obra e que essa mão-de-obra qualificada com raízes na educação é condição essencial para o desenvolvimento econômico. Dessa forma, você também estará treinando a interpretação de texto.
Assunto: Educação.
Ponto de Vista: A importância da educação no desenvolvimento econômico do Brasil.
Objetivo: Refletir sobre a importância da educação na formação de mão-de-obra qualificada, condição essencial para o desenvolvimento econômico do Brasil.


 Construir o saber
Neste fim de século XX, depois de perder todas as oportunidades históricas anteriores, o Brasil precisa mais do que nunca tratar a educação básica como investimento indispensável a qualquer país que pretenda um lugar no mundo moderno. Porque nunca a educação foi tão decisiva para construir uma economia próspera e uma democracia participativa, fundada no pacto dos cidadãos. A informática e a automação criaram um cenário de competição internacional em que, tanto para os produtores de tecnologia como para seus consumidores, se exige cada vez mais competência cognitiva de nações inteiras. Elas sepultaram o axioma marxista de que o avanço da tecnologia desqualificaria a mão-de-obra.
Aconteceu o contrário. As formas de produção pedem trabalhadores com habilidades técnicas superiores à medida que, promovida a fator essencial da competitividade, a inovação tecnológica sai dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para o chão das fábricas.
Também a velocidade na mudança de produtos e na maneira de fazê-los ameaça a supremacia das grandes empresas em favor das pequenas ágeis e versáteis. Cai o valor das matérias-primas e da energia. Aumenta o do trabalho. Esfarelam-se as vantagens dos países de modelos econômicos baseados no uso intensivo de mão-de-obra barata e não qualificada, no uso predatório de matérias-primas abundantes.
Neste mundo novo, a sobrevivência econômica está ligada, como jamais esteve, à competência da mão-de-obra e até dos consumidores – portanto, de populações inteiras. A educação fundamental – quer dizer, o ensino universalizado e eficaz do idioma, da matemática, das ciências – virou condição prevalente do desenvolvimento econômico.
(Sérgio Costa Ribeiro, Veja 25 anos – Reflexões para o futuro. São Paulo, Abril Cultural, 1993).

ATIVIDADES
1. Vamos supor que você devesse escrever um texto a respeito de cada assunto presente nos itens abaixo. Antes de começar a produzir o seu texto, você deve: especificar um ponto de vista a respeito desse assunto; definir o objetivo do texto de acordo com o ponto de vista selecionado.
a) Assunto: Reforma Agrária.
    Ponto de vista: ________________________________________________________
    Objetivo: _____________________________________________________________
b) Assunto: Desemprego
    Ponto de vista: ________________________________________________________
   Objetivo: _____________________________________________________________
c) Assunto: Globalização.
    Ponto de vista: ________________________________________________________
    Objetivo: _____________________________________________________________

2. Marque os objetivos adequados ao assunto e ao ponto de vista selecionados.
Assunto: Poluição.
Ponto de Vista: A poluição nos grandes centros urbanos.
Objetivos: a. (  ) Apontar as causas da poluição nos grandes centros urbanos.
                  b. (  ) Analisar a poluição nos rios brasileiros.
                  c.  ( ) Discutir as graves consequências da poluição nos grandes centros urbanos.
                  d. (  ) Mostrar a destruição indiscriminada das matas.
                  e. (  ) Analisar a ação dos poluentes químicos nos seres vivos.
                  f. ( ) Apresentar as possíveis soluções para se eliminar a poluição urbana.

A Tese
O homem e a natureza
A idéia de que a natureza existe para servir o homem seria apenas ingênua, se não fosse perigosamente pretensiosa.
Essa crença lançou raízes profundas no espírito humano, reforçada por doutrinas que situam corretamente o homo sapiens no ponto mais alto da evolução, mas incidem no equívoco de fazer dele uma espécie de finalidade da criação. Pode-se dizer com segurança que nada na natureza foi feito para alguma coisa, mas pode-se crer em permuta e equilíbrio entre seres e coisas. A aquisição de características muito específicas como a linguagem, raciocínio lógico, memória pragmática, noção de tempo e capacidade de acumular não fizeram do homem um ser superior no sentido absoluto, mas apenas mais bem dotado para determinados fins.
Isso não lhe confere autoridade para pretender que todo o resto do universo conhecido deve prestar-lhe vassalagem, como de fato ainda pretende a maioria das pessoas com poder decisório no mundo. (Lisboa, Luiz Carlos. Olhos de ver, ouvidos de ouvir. Rio de Janeiro, Difel, 1977.)

Para escrever esse texto, o autor:
1. escolheu o assunto: a natureza;
2. especificou o ponto de vista: a relação entre o homem e a natureza;
3. definiu o objetivo: mostrar que a natureza não existe para servir o homem.
Com base nesse objetivo, o autor fez uma afirmação que traduz a sua opinião a respeito do assunto. Esse tipo de frase chama-se tese.
Tese - A idéia de que a natureza existe para servir o homem seria apenas ingênua, se não fosse perigosamente pretensiosa.
Como a tese traduz uma opinião do autor sobre determinado assunto, deve ser demonstrada, comprovada. E é exatamente isso que o autor faz após ter anunciado a tese: demonstração.

Demonstração
Essa crença lançou raízes profundas no espírito humano, reforçada por doutrinas que situam corretamente o homo sapiens no ponto mais alto da evolução, mas incidem no equívoco de fazer dele uma espécie de finalidade da criação. Pode-se dizer com segurança que nada na natureza foi feito para alguma coisa, mas pode-se crer em permuta e equilíbrio entre seres e coisas. A aquisição de características muito específicas como a linguagem, raciocínio lógico, memória pragmática, noção de tempo e capacidade de acumular não fizeram do homem um ser superior no sentido absoluto, mas apenas mais bem dotado para determinados fins.

Tendo demonstrado a tese, o autor chega a uma conclusão.

Conclusão
Isso não lhe confere autoridade para pretender que todo o resto do universo conhecido deve prestar-lhe vassalagem, como de fato ainda pretende a maioria das pessoas com poder decisório no mundo.
ESQUEMA DE COMPOSIÇÃO
Assunto
A natureza
Ponto de vista
A relação entre o homem e a natureza
Objetivo
Mostrar que a natureza não existe para servir o homem
Tese
A idéia de que a natureza existe para servir o homem seria apenas ingênua, se não fosse perigosamente pretensiosa.
Comprovação
Essa crença lançou raízes profundas no espírito humano, reforçada por doutrinas que situam corretamente o homo sapiens no ponto mais alto da evolução, mas incidem no equívoco de fazer dele uma espécie de finalidade da criação. Pode-se dizer com segurança que nada na natureza foi feito para alguma coisa, mas pode-se crer em permuta e equilíbrio entre seres e coisas. A aquisição de características muito específicas como a linguagem, raciocínio lógico, memória pragmática, noção de tempo e capacidade de acumular não fizeram do homem um ser superior no sentido absoluto, mas apenas mais bem dotado para determinados fins.
Conclusão
Isso não lhe confere autoridade para pretender que todo o resto do universo conhecido deve prestar-lhe vassalagem, como de fato ainda pretende a maioria das pessoas com poder decisório no mundo.

ATIVIDADES
1. Em relação ao texto seguinte, especifique qual é:
a) o assunto: ____________________________________________________________________
b) o ponto de vista: _______________________________________________________________
c) o objetivo: _____________________________________________________________________
d) a tese: _______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

Está provado que a violência só gera mais violência. A rua serve para a criança como uma escola preparatória. Do menino marginal, esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma sociedade violenta que lhe nega condições básicas de vida.
Por detrás de um garoto abandonado existe um adulto abandonado. E o garoto abandonado de hoje é o adulto abandonado de amanhã. É um círculo vicioso, onde todos são, em menor ou maior escala, vítimas. São vítimas de uma sociedade que não consegue garantir um mínimo de paz social. Paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes. Isso porque num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades.
Paz é não ter medo de sequestradores.
E nunca desejar comprar uma arma para se defender ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normal a idéia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a segurança.
Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai para a rua e não à escola. Esta é, em essência, a diferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E esta é a diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo. (Dimestein, Gilberto. O cidadão de papel. 5. ed., São Paulo, Ática, 1994).
 2. Dados os assuntos abaixo, especifique um ponto de vista, defina o objetivo e escreva uma tese. assunto: gravidez
 ponto de vista: ___________________________________________________________________ objetivo: ________________________________________________________________________ tese:____________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________

assunto: reforma agrária
ponto de vista: ___________________________________________________________________
objetivo: ________________________________________________________________________ tese:____________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________

assunto: desemprego
ponto de vista: 
___________________________________________________________________________
objetivo:___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ tese:______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

assunto: televisão
ponto de vista: 
_________________________________________________________________________________
objetivo:___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ tese:______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 

A fundamentação dos limites éticos estabelecidos pelas Tradições Religiosas.


O Ensino Religioso no Brasil, ao longo da nossa história tem sido caracterizado belo binômio: Ensino da Religião e concessão do Estado. 
A partir do processo constituinte de 1988, o Ensino Religioso vai efetivando sua construção como disciplina escolar, a partir da escola e não de uma ou mais religiões. Assim, a razão de ser do Ensino Religioso tem sua fundamentação na própria função da escola: o conhecimento e o diálogo.
 A escola é o espaço de construção de conhecimentos e, principalmente, de socialização dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados. E, como todo conhecimento humano é sempre patrimônio da humanidade, o conhecimento religioso deve também estar disponível a todos que a ele queiram ter acesso. 
Por questões éticas e religiosas, e pela própria natureza da escola, não é função dela propor aos educandos a adesão e vivência desses conhecimentos, enquanto princípios de conduta religiosa e confessional, já que esses sempre são propriedade de uma determinada religião. 
Conhecer significa captar e expressar as dimensões da comunidade de forma cada vez mais ampla e integral. Por isso à escola compete integrar, dentro de uma visão de totalidade, os vários níveis de conhecimento: o sensorial, o intuitivo, o afetivo, o racional e o religioso. 
Assim, o conhecimento religioso, enquanto sistematização de uma das dimensões de relação do ser humano com a realidade Transcendental, está ao lado de outros que, articulados, explicam o significado da existência humana. 
À escola compete prover os educandos de oportunidades de se tornarem capazes de entender os momentos específicos das diversas culturas, cujo substrato religioso colabora no aprofundamento para autêntica cidadania. E, como nenhum conhecimento teórico sozinho não explica completamente o processo humano, é o diálogo entre eles que possibilita construir explicações e referenciais, que escapam do uso ideológico, doutrinal ou catequético. 
Portanto, na escola o Ensino Religioso tem a função de garantir a todos os educandos a possibilidade deles estabelecerem diálogo. E, como o conhecimento religioso está no substrato cultural, o Ensino Religioso contribui para a vida coletiva dos educandos, na perspectiva unificadora que a expressão religiosa tem, de modo próprio e diverso, diante dos desafios e conflitos.
O conhecimento resulta das respostas oferecidas às perguntas que o ser humano faz a si mesmo e ao informante. Às vezes para fugir à insegurança, resgatando sua liberdade, ele prefere respostas prontas, que apaziguam a sua ansiedade. A raiz do fenômeno religioso encontra-se no limiar dessa liberdade e dessa insegurança. O homem finito, incluso, busca fora de si o desconhecido, o mistério: transcende. 
Esse fenômeno religioso é a busca do Ser frente à ameaça do Não-ser. E, a humanidade tem quatro respostas possíveis como norteadoras do sentido da vida além morte: a ressurreição, a reencarnação, o ancestral e o nada. 
Cada uma dessas respostas organiza-se num sistema de pensamento próprio, obedecendo uma estrutura comum. E, é dessa estrutura comum que são retirados os critérios para organização e seleção dos conteúdos e objetivos do Ensino Religioso. Assim, na pluralidade da escola brasileira esses critérios, eixos organizadores para os blocos de conteúdos são: Culturas e Tradições Religiosas, Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais, Teologias, Ritos e Ethos.

Culturas e Tradições Religiosas 
É o estudo do fenômeno religioso à luz da razão humana, analisando questões como: função e valores da tradição religiosa, relação entre tradição religiosa e ética, teodicéia, tradição religiosa natural e revelada, existência e destino do ser humano nas diferentes culturas. 
Esse estudo reúne o conjunto de conhecimentos ligados ao fenômeno religioso, em um número reduzido de princípios que lhe servem de fundamento e lhe delimitam o âmbito da compreensão. Assim, não se separa das ciências que se ocupam com o mesmo objeto como: filosofia da tradição religiosa, história e tradição religiosa, sociologia e tradição religiosa, psicologia e tradição religiosa, nem delimita, de maneira absoluta e definitiva, um critério epistemológico unívoco.

Conteúdos estabelecidos a partir de: 
Filosofia da tradição religiosa: a idéia do Transcendente, na visão tradicional e atual; 
História e tradição religiosa: a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos; Sociologia e tradição religiosa: a função política das ideologias religiosas; Psicologia e tradição religiosa: as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo.

Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais 
São os textos que transmitem, conforme a fé dos seguidores, uma mensagem do Transcendente, onde pela revelação, cada forma de afirmar o Transcendente faz conhecer aos seres humanos seus mistérios e sua vontade, dando origem às tradições. E estão ligados ao ensino, à pregação, à exortação e aos estudos eruditos. 
Contém a elaboração dos mistérios e da vontade manifesta do Transcendente com objetivo de buscar orientações para a vida concreta neste mundo. Essa elaboração se dá num processo de tempo-história, num determinado contexto cultural, como fruto próprio da caminhada religiosa de um povo, observando e respeitando a experiência religiosa de seus ancestrais, exigindo a posteriori uma interpretação e uma exegese. Nas tradições religiosas que não possuem o texto sagrado escrito, a transmissão é feita na tradição oral.

Conteúdos estabelecidos a partir de:
Revelação: a autoridade do discurso religioso fundamentada na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do Transcendente para o povo; 
História das narrativas sagradas: o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos e a formação dos textos; 
Contexto cultural: a descrição do contexto sociopolítico-religioso determinante na redação final dos textos sagrados; 
Exegese: a análise e hermenêutica atualizada dos textos sagrados.
Teologias 
É o conjunto de afirmações e conhecimentos elaborados pela religião e repassados para os fiéis sobre o Transcendente, de um modo organizado ou sistematizado. 
Como o Transcendente é a entidade ordenadora e o senhor absoluta de todas as coisas, expressa-se esse estudo nas verdades de fé. E a participação na natureza do Transcendente é entendida como graça e glorificação, respectivamente no tempo e na infinidade. Para alcançar essa infinidade o ser humano necessita passar pela realidade última da existência do ser, interpretada como ressurreição, reencarnação, ancestralidade, havendo espaço para a negação da vida além morte.

Conteúdos estabelecidos a partir de:
 Divindades: a descrição das representações do Transcendente nas tradições religiosas; 
Verdades de fé: o conjunto de mitos, crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel em cada tradição religiosa; Vida além morte: as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: a ressurreição, a reencarnação, a ancestralidade e o nada.

Ritos
É a série de práticas celebrativas das tradições religiosas formando um conjunto de:
a) Rituais que podem ser agrupados em três categorias principais: 
os propiciatórios que se constituem principalmente de orações, sacrifícios e purificações; 
os divinatórios que visam conhecer os desígnios do Transcendente em relação aos acontecimentos futuros; 
os de mistérios que compreendem as várias cerimônias relacionadas com certas práticas limitadas a um número restrito de fiéis, embora também haja uma forma externa acessível a todo o povo; 
b) símbolos que são sinais indicativos que atingem a fantasia do ser, levando-o à compreensão de alguma coisa; 
c) espiritualidades que alimentam a vida dos adeptos através de ensinamentos, técnicas e tradições, a partir de experiências religiosas e que permitem ao crente uma relação imediata com o Transcendente.
Conteúdos estabelecidos a partir de: 
Rituais: a descrição de práticas religiosas significantes, elaboradas pelos diferentes grupos religiosos; 
Símbolos: a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa, comparando seu(s) significado(s); 
Espiritualidades: o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o Transcendente, consigo mesmo, com os outros e o mundo.

Ethos 
É a forma interior da moral humana em que se realiza o próprio sentido do ser. É formado na percepção interior dos valores, de que nasce o dever como expressão da consciência e como resposta do próprio "eu" pessoal. O valor moral tem ligação com um processo dinâmico da intimidade do ser humano e, para atingi-lo, não basta deter-se à superfície das ações humanas. 
Essa moral está iluminada pela ética, cujas funções, por sua vez são muitas, salientando-se a crítica e utópica. A função crítica, pelo discurso ético, detecta, desmascara e pondera as realizações inautênticas da realidade humana. A função utópica projeta e configura o ideal normativo das realizações humanas. 
Essa dupla função concretiza-se na busca de "fins" e de "significados", na necessidade de utopias globais e no valor inalienável do ser humano e de todos os seres, onde ele não é sujeito nem valor fundamental da moral numa consideração fechada de si mesmo.

Conteúdos estabelecidos a partir de: 
Alteridade: as orientações para o relacionamento com o outro, permeado por valores; 
Valores: o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis no contexto da respectiva cultura; 
Limites: a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas; 
Baseando-se no pressuposto de que o Ensino Religioso é um conhecimento humano e, enquanto tal, deve estar disponível à sociabilização, os conteúdos do Ensino Religioso, não servem ao proselitismo, mas proporcionam o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. Com esses pressupostos, o tratamento didático dos conteúdos realiza-se a nível de análise e conhecimento, na pluralidade cultural da sala de aula, salvaguardando-se assim a liberdade da expressão religiosa do educando. 
O tratamento didático subsidia o conhecimento. Assim, o Ensino Religioso pelos eixos de conteúdos: Culturas e Tradições Religiosas, Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais, Teologias, Ritos e Ethos vai sensibilizando para o mistério, capacitando para a leitura da linguagem mítico-simbólica e diagnosticando a passagem do psicossocial para a metafísica/Transcendente. 
O tratamento didático dos conteúdos do Ensino Religioso prevê, ainda, como nas outras disciplinas, a organização social das atividades, organização do espaço e do tempo; seleção e critérios de uso de materiais e recursos.